VOCÊ AINDA É VOCÊ QUANDO ESTÁ SOZINHO?: A Estranha Sensação de Estar Sempre em Cena
Um funcionário de uma agência governamental descobre que sua vida toma um rumo terrível com a chegada de um novo colega de trabalho que é tanto seu duplo físico exato quanto seu oposto: confiante, carismático e sedutor com as mulheres.
Comédia de Humor Negro, Drama Psicológico, Suspense Psicológico, Ficção Científica, Mistério
MP4 / HD / LEG: Português
IMDB: 6,4 METASCORE: 6,8
Flick Metrix: 68 Criticker Average Percentile: 53%
Quando você deixa de existir até para você mesmo
Um mundo que não te reconhece
The Double acompanha um cara completamente invisível na própria vida. Simon trabalha, convive com pessoas, tenta se aproximar de quem gosta, mas ninguém parece realmente enxergar ele. É como se ele estivesse sempre ali, mas nunca fosse de fato percebido.
A chegada de alguém idêntico, mas oposto
Tudo muda quando aparece James, um sujeito idêntico fisicamente, mas totalmente diferente na atitude. Confiante, carismático, seguro de si. Ele ocupa os espaços que Simon nunca conseguiu ocupar e faz isso com uma facilidade irritante. O mais estranho é que ninguém questiona essa duplicidade.O pior tipo de comparação
O filme pega uma sensação bem real e transforma em algo literal. Aquela comparação constante com versões melhores de outras pessoas vira um confronto direto com uma versão melhor de você mesmo. E isso é sufocante. Simon não está competindo com alguém de fora. Ele está sendo apagado por algo que tem o mesmo rosto.Um ambiente que aumenta o desconforto
Tudo no filme contribui para essa sensação de opressão. Os espaços são fechados, a iluminação é estranha, o clima é pesado. Parece que o mundo inteiro está conspirando para diminuir ainda mais o personagem. Não existe respiro.
Quando você se perde de si
No fundo, The Double não é só sobre identidade. É sobre o medo de não ser suficiente nem para existir na própria vida. Sobre ser substituível até por uma versão imaginária mais aceita, mais desejada, mais funcional.E o mais incômodo é perceber que, em algum nível, todo mundo já se sentiu assim.