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terça-feira, 19 de maio de 2026

Conduta de Risco (2007) Michael Clayton - 1 h 59 min

 Filme incluso na mostra da Filmoteca Seu Manolo:



Drama Psicológico, Suspense Jurídico, Suspense Psicológico, Crime, Mistério

MP4 / HD / LEG: Português

IMDB: 7,2   METASCORE: 8,2
Letterboxd: 7,6   Flick Metrix: 77
90%Tomatometer202 Reviews

Michael Clayton passou quinze anos resolvendo os problemas sujos das outras pessoas. Até encontrar um problema que não conseguia resolver.

O fixador e sua função


Michael Clayton é apresentado pelo próprio personagem numa das cenas de abertura mais precisas do cinema americano recente: ele descreve a si mesmo como um limpador, alguém que aparece depois que algo deu errado e que tem a função de fazer o problema desaparecer antes que se torne problema de verdade. Essa auto-descrição é ao mesmo tempo completamente honesta e completamente insuficiente: Clayton sabe o que faz, sabe como é chamado pelos que precisam dele, e há quinze anos encontrou uma forma de habitar esse papel sem que isso o destrua.

Tony Gilroy, que havia escrito a trilogia Bourne antes de dirigir seu primeiro longa, traz para Michael Clayton a mesma consciência de sistemas e de como as pessoas funcionam dentro deles que havia aplicado ao thriller de espionagem. O resultado é um filme que usa a estrutura do thriller jurídico para examinar algo mais interessante do que qualquer reviravoltas de trama: o momento em que um profissional que havia suspendido o julgamento moral por tempo suficiente descobre que o julgamento não foi embora, apenas estava esperando o momento certo para retornar.

George Clooney e a fadiga moral

George Clooney como Michael Clayton entrega uma das performances mais contidas e mais precisas da sua carreira: um homem que está cansado de uma forma acumulada, que carrega o peso de quinze anos de decisões que preferia não ter tomado e que continuou tomando porque o sistema as exigia e porque ele havia aprendido a não questionar o que o sistema exigia.

A cena de abertura do filme, em que Clayton para o carro numa estrada rural no meio da noite e sai para ver três cavalos num campo, é o momento mais misterioso e mais revelador do filme: não há explicação para o que Clayton está sentindo naquele momento, mas há algo na qualidade do silêncio e da paisagem que o filme usa para dizer que Clayton está num ponto de ruptura que nem ele mesmo sabe nomear ainda. Clooney filma esse estado com uma presença física que é ao mesmo tempo cheia e vazia, como alguém que aprendeu a ocupar o espaço de uma pessoa que está bem mas que não está mais bem há muito tempo.

Tom Wilkinson e o personagem que quebra

Arthur Edens, o advogado senior interpretado por Tom Wilkinson que tem a quebra psicológica que desencadeia o filme, é o personagem que o filme usa para mostrar o que acontece quando a suspensão do julgamento moral finalmente termina. Arthur havia passado dezesseis anos defendendo uma corporação quimica que sabia que havia causado mortes, e num determinado momento esse conhecimento tornou-se impossível de continuar carregando dentro da estrutura que o exigia.

O que Arthur experimenta não é loucura no sentido clínico: é a recuperação da capacidade moral que havia suspendido para funcionar dentro do sistema. Wilkinson interpreta Arthur com uma energia que é simultaneamente perturbadora e reconhecível: é a energia de alguém que de repente pode ver com clareza o que havia escolhido não ver, e que a claridade é tão intensa que parece loucura para todos ao redor que ainda estão escolhendo não ver.

Tilda Swinton e o sistema personificado

Karen Crowder, a executiva corporativa interpretada por Tilda Swinton, é o personagem que o filme usa para mostrar o que o sistema produz quando funciona como deveria. Karen não é uma vilã no sentido convencional: é uma profissional competente que aprendeu as regras do ambiente corporativo e as aplica com uma consistência que o sistema recompensa. O que ela faz no filme, as decisões que toma para proteger a corporação e sua própria posição dentro dela, é o que o sistema exige de quem quer permanecer dentro do sistema.

Swinton filma Karen com uma tensão física que é o contraponto preciso à fadiga de Clooney: Karen está sempre um pouco antes do ponto de conforto, sempre gerenciando a própria apresentação, sempre calculando o que a próxima cena exige dela. É uma performance sobre o custo de ser o sistema em vez de apenas trabalhar dentro dele, e esse custo é diferente do custo de Clayton, mas igualmente real.

Gilroy e a estrutura não linear

Michael Clayton começa com o fim: vemos as consequências antes de entender as causas, e o filme percorre os quatro dias anteriores ao que vimos na abertura com a consciência de que o espectador já sabe para onde está indo, mas não sabe completamente como chegou lá. Essa estrutura não linear é parte do argumento: o conflito ético que Clayton enfrenta não é uma decisão que ele toma num momento específico mas a acumulação de quinze anos de decisões que o trouxeram ao ponto em que a próxima decisão não pode mais ser adiada.

A fotografia de Robert Elswit usa Nova York com uma frieza que combina com o território moral que o filme está habitando: não há glamour no mundo de Clayton, não há a luminosidade que o cinema sobre Wall Street frequentemente usa para tornar o ambiente sedutor. Ha escritórios, taxis, hotéis de esquina e a sensação de uma cidade que funciona independentemente de quem está tomando que tipo de decisão dentro dela.

O que fica

Michael Clayton termina com uma cena em que Clayton está num taxi depois de ter feito o que tinha que fazer, e a câmera permanece no rosto de Clooney por tempo suficiente para que o espectador veja o que vem depois da decisão correta: não alívio, não satisfação, mas algo mais parecido com o espaço que abre quando você para de carregar algo que estava carregando há muito tempo. O que fica não é a resolução do caso nem a punição dos culpados. É a pergunta sobre o que Clayton vai fazer com o espaço que acabou de abrir, e o filme recusa responder porque essa pergunta não tem resposta cinematográfica disponível.

Onde assistir: Michael Clayton está disponível na Filmoteca Seu Manolo e ocasionalmente em plataformas de streaming no Brasil: Conduta de Risco - Onde assistir. O filme tem 119 minutos que passam com o ritmo do thriller bem executado. O espectador que chegar esperando um thriller jurídico convencional vai encontrar algo mais lento e mais preciso sobre o que o ambiente corporativo faz com as pessoas que funcionam dentro dele por tempo suficiente.




segunda-feira, 13 de abril de 2026

The Souvenir (2019) - 2 h

O LEGADO DE SUNDANCE: O Tempo como Consagração

Situado nos anos 80, o longa mostrará a história de uma jovem estudante de cinema, que se envolve em seu primeiro caso de amor sério e tenta separar os fatos da ficção no relacionamento com um homem complicado e pouco confiável.


Amadurecimento, Drama de Época, Drama Psicológico, Romance


MP4 / HD- / LEG: Português

IMDB: 6,4   METASCORE: 9,2
Flick Metrix: 71   Criticker Average Percentile: 49%
90%Tomatometer184 Reviews   38%Popcornmeter

Amar alguém nem sempre é entender quem essa pessoa é.


Um relacionamento que não se explica


The Souvenir
(2019), dirigido por Joanna Hogg, acompanha uma jovem estudante de cinema que se envolve com um homem mais velho, enigmático e cheio de contradições. O filme não tenta explicar tudo o tempo inteiro. Ele observa, deixa espaços, e faz o espectador sentir o desconforto junto com a personagem.


Quando o afeto confunde


O relacionamento no centro da história é daqueles difíceis de definir. Tem atração, tem admiração, mas também tem manipulação e dependência. O filme mostra como é fácil confundir intensidade com profundidade. E como, às vezes, a gente demora para perceber o que está realmente acontecendo.






Um olhar muito íntimo

A atuação de Honor Swinton Byrne dá ao filme uma sensação quase documental. Tudo parece vivido de dentro, com hesitação, dúvidas e silêncios. Nada é exagerado. As emoções vão aparecendo aos poucos, quase sem aviso.


Cinema dentro do cinema


Como a protagonista está estudando cinema, o filme também fala sobre criação. Sobre como experiências pessoais acabam virando matéria artística. Só que aqui isso não é bonito ou inspirador o tempo todo. Muitas vezes é confuso, doloroso e incompleto.






Leitura Crítica

The Souvenir se destaca por fugir de narrativas tradicionais sobre amor e amadurecimento. Ele não entrega respostas fáceis nem grandes conclusões. O que fica é a sensação de ter vivido algo junto com a personagem, mesmo sem entender tudo. E talvez essa seja a grande força do filme. Mostrar que crescer também passa por se perder, por insistir em algo que não faz bem e, só depois, conseguir olhar para trás e dar algum sentido ao que foi vivido.







quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Asteroid City (2023) - 1 h 44 min

WES ANDERSON: Pequenos Mundos, Grandes Sentimentos

Eventos que mudam o mundo perturbam espetacularmente a celebração anual do Dia do Asteroide em uma cidade do deserto americano.


Comédia Peculiar, Drama do Mundo do Espetáculo, Ficção Científica, Romance


MP4 / HD / LEG: Português

IMDB: 6,4   METASCORE: 7,6
Flick Metrix: 69   Criticker Average Percentile: 47%
76%Tomatometer363 Reviews   62%Popcornmeter

Quando tudo parece artificial, talvez seja porque a realidade já não basta.


O Deserto como Espaço de Suspensão


Em Asteroid City (2023), Wes Anderson desloca sua encenação para um território onde o vazio não é ausência, mas condição. A pequena cidade no deserto funciona como um espaço suspenso — quase fora do tempo — onde eventos extraordinários irrompem sem romper completamente a lógica do cotidiano. O cenário, ao mesmo tempo vasto e artificial, reforça a sensação de que estamos diante de um mundo construído, onde cada elemento parece existir sob uma camada de mediação.


Teatro, Cinema e a Consciência da Forma

O filme radicaliza o jogo entre representação e realidade ao estruturar-se como uma peça dentro de um programa televisivo. Anderson explicita os mecanismos de encenação, revelando bastidores, atores e processos. Não se trata mais apenas de estilização, mas de uma investigação sobre o próprio ato de representar. O cinema se aproxima do teatro, e a narrativa se fragmenta em níveis que se observam mutuamente, criando um efeito de distanciamento que é, paradoxalmente, revelador.


Personagens em Busca de Sentido

Os personagens de Asteroid City parecem menos definidos por seus desejos do que por suas perguntas. Eles habitam um mundo onde algo aconteceu — ou está prestes a acontecer — mas cuja significação permanece indefinida. O luto, a solidão e a incomunicabilidade atravessam suas trajetórias, mas nunca se resolvem plenamente. Anderson constrói figuras que não encontram respostas, apenas modos de continuar existindo.


O Humor Diante do Inexplicável


O humor, característico de sua obra, assume aqui uma tonalidade mais rarefeita, quase desconcertante. Situações absurdas surgem sem clímax, diálogos parecem deslocados, e o riso emerge de uma estranheza persistente. Não há mais a mesma função de alívio — o humor convive com o vazio, como uma tentativa de organizar aquilo que não pode ser compreendido.


Leitura Crítica: O Artifício como Limite

Asteroid City representa um dos momentos mais radicais do cinema de Anderson. Ao expor a estrutura, ao fragmentar a narrativa e ao esvaziar certas expectativas dramáticas, o filme questiona os próprios limites de sua linguagem. Para alguns espectadores, essa abordagem pode parecer excessivamente abstrata ou distante; para outros, é precisamente essa ruptura que revela um novo horizonte. Aqui, o artifício não apenas constrói o mundo — ele também evidencia sua insuficiência, abrindo espaço para uma experiência onde o sentido já não está dado, mas precisa ser continuamente buscado.

 


sexta-feira, 28 de novembro de 2025

O Assassino (2023) The Killer - 1 h 58 min

Um assassino começa a colapsar psicologicamente enquanto começa a desenvolver uma consciência, mesmo enquanto seus clientes continuam a solicitar seus serviços.


O Assassino (2023) - IMDb
Dir: David Fincher
Suspense Psicológico, Ação, Aventura, Crime, Drama


MP4 / HD / LEG: Português

IMDB: 6,7   METASCORE: 7,3
85%Tomatometer296 Reviews   61%Popcornmeter


O Assassino (2023) – The Killer

Roteiro: Andrew Kevin Walker, baseado na graphic novel de Alexis Nolent (Matz) e Luc Jacamon
Elenco: Michael Fassbender, Tilda Swinton, Arliss Howard, Charles Parnell, Sophie Charlotte


1. Introdução — O Filme Mais Minimalista e Pessoal de Fincher

O Assassino é a síntese extrema do método de David Fincher.
Depois de obras grandiosas como Zodiac e The Social Network, ele retorna a um thriller frio, clínico, silencioso e profundamente psicológico, criando um estudo de personagem sobre um homem cuja vida é organizada por uma disciplina obsessiva — disciplina que se desfaz diante do caos inevitável.

O longa funciona como:

  • uma sátira sombria do profissionalismo moderno,
  • uma desconstrução do arquétipo do assassino perfeito,
  • um manifesto sobre controle, rotina e fracasso,
  • e uma reflexão amarga sobre a ilusão de neutralidade no mundo contemporâneo.

Trata-se de um Fincher destilado: precisão, ironia, repetição, paranoia e perfeccionismo visual.


2. Enredo — O Homem Controlado Pelo Controle


O protagonista (Michael Fassbender), conhecido apenas como O Assassino, é um profissional meticuloso.
Sua vida é regida por mantras repetitivos:

  • “Deixe a empatia de lado.”
  • “Antecipe, não improvise.”
  • “Confie no plano.”
  • “Não se distraia.”

Mas sua rotina perfeita desmorona quando ele falha em um trabalho — um erro mínimo, mas fatal.

A partir daí, inicia uma jornada de vingança contra:

  • os intermediários,
  • os mandantes,
  • os executores,
  • e qualquer engrenagem que o colocara em risco.

A narrativa se divide em capítulos, cada um focado em uma fase da caçada — Paris, República Dominicana, Nova Orleans, Chicago, Nova York — em um movimento que combina repetição e variação, como uma partitura musical.


3. Temas Principais

3.1. A Ilusão do Controle

O assassino acredita no controle absoluto, mas o mundo não funciona como um relógio.
Sua falha inicial prova que nenhum método é à prova do caos.

Fincher coloca o espectador dentro de sua mente obsessiva para revelar o absurdo dessa pretensão.

3.2. A Rotina Como Escudo Existencial

A repetição de mantras e gestos funciona como:

  • autocondicionamento,
  • anestesia emocional,
  • mecanismo de sobrevivência.

O personagem cria uma versão automatizada de si mesmo para evitar questionamentos morais.
Quando a rotina é quebrada, ele se torna vulnerável.


3.3. A Desumanização Profissional

O assassino é o funcionário perfeito da economia global:

  • invisível,
  • eficiente,
  • sem vínculos,
  • sem ética,
  • sem identidade.

Fincher constrói um paralelo entre o "assassino profissional" e o trabalhador contemporâneo precarizado, regido por métricas e algoritmos.

3.4. Capitalismo e Violência Estrutural

Os alvos da vingança não são apenas indivíduos — são figuras dentro de sistemas corporativos.
O filme implica que:

A violência é apenas mais um serviço.
O assassino é um trabalhador terceirizado do capital.

3.5. Ironia e Autocontradição

O protagonista repete regras que ele mesmo quebra constantemente.
A narração funciona como crítica irônica à própria racionalidade distorcida dele.


4. Estética — Fincher, Cronenweth e o Minimalismo Letal


4.1. Fotografia Precisíssima

Jeff Cronenweth cria um ambiente de:

  • paleta fria,
  • sombras controladas,
  • luz urbana noturna,
  • opacidade melancólica.

É Fincher na sua forma mais elegante e despojada.

4.2. Som e Narração Interna

A voz interna do assassino guia o filme, mas sempre contradiz sua prática.
O design de som é essencial para o ritmo:

  • silêncio cirúrgico,
  • ruídos mínimos,
  • ambientes urbanos como trilha,
  • batidas contidas.

4.3. Trilha de Trent Reznor e Atticus Ross

Minimalista, melancólica, eletrônica — mais cerebral e atmosférica, menos explosiva que em Girl with the Dragon Tattoo.

4.4. Coreografias de violência secas e anti-espetaculares

A brutal luta na casa do “Bruto” é um dos momentos mais crus e intensos da carreira de Fincher.
Nada estilizado — só impacto e exaustão.


5. Estrutura Narrativa — O Anti-Thriller


O filme subverte o thriller tradicional:

  • não há vilão final glamuroso,
  • não há reviravoltas mirabolantes,
  • não há redenção,
  • não há catarse.

Fincher prefere mostrar a repetição, o pragmatismo e a frieza como motores narrativos.
É quase um estudo documental do cotidiano de um assassino.


6. O Final — A Ressignificação do Método

O último alvo é , o “mandante corporativo”.
Mas o homem:

  • está apavorado,
  • é frágil,
  • não oferece resistência,
  • mostra-se apenas uma parte substituível do mecanismo.

O assassino percebe a verdade:

  • não existe “justiça”,
  • só existe manutenção da própria sobrevivência,
  • e tentar controlar tudo é inútil.

Ele poupa Claybourne — não por piedade, mas por cálculo.
Depois retorna à vida “normal”, abraçando a dissonância entre quem é e quem finge ser.

O final não oferece júbilo nem derrota — apenas um homem convivendo com o absurdo da existência.


7. Curiosidades

  • Fincher filmou em vários países com equipes mínimas para manter o naturalismo.
  • Michael Fassbender realizou grande parte das cenas sem dublê.
  • A estrutura em capítulos espelha a graphic novel original.
  • A banda preferida do assassino, The Smiths, é usada como ironia constante — música triste, vida vazia.

8. Importância na Filmografia de Fincher

The Killer é o Fincher mais concentrado possível:

  • precisão absoluta,
  • ironia amarga,
  • narrativa cirúrgica,
  • controle formal,
  • psicologia sombria,
  • crítica ao mundo corporativo,
  • fascínio pela obsessão.

É, de certo modo, seu filme mais filosófico e mais autorreflexivo — quase um espelho de seu próprio perfeccionismo.


Conclusão — Um Thriller Sobre a Falha da Perfeição


O Assassino
não é um filme sobre um matador perfeito, mas sobre um homem tentando compensar com método aquilo que a vida insiste em desorganizar.

É Fincher contemplativo, irônico, minimalista — e mais afiado do que nunca.



quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Vanilla Sky (2001) - 2 h 16 min

Um magnata encontra sua vida privilegiada de cabeça para baixo depois de um acidente veicular com um amante ressentido.


Dir: Cameron Crowe

Um magnata encontra sua vida privilegiada de cabeça para baixo depois de um acidente veicular com um amante ressentido.

https://mega.nz/folder/ljwG1KxS#W6EsX9fNtygEAiQRhmlklQ
MP4 - HD
LEG: Português

IMDB: 6,9   METASCORE: 4,5
41%Tomatometer172 Reviews   72%PopcornmeterRotten score.

Uma mistura ambiciosa de gêneros, Vanilla Sky desmorona em uma confusão incoerente. O desempenho de Cruise carece de profundidade e é difícil sentir simpatia por seu personagem narcisista.

Leia as avaliações dos críticos

PAÍS: Espanha, Tom Cruise, Penélope Cruz, Cameron Diaz, Kurt Russell, Tilda Swinton, Timothy Spall, Michael Shannon

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

O Quarto ao Lado (2024) The Room Next Door - 1 h 47 min

Mostra Filmes Ganhadores do Leão de Ouro - Festival de Veneza

Ingrid e Martha eram amigas próximas na juventude, quando trabalhavam juntas na mesma revista. Após anos sem contato, elas se reencontram em uma situação extrema, mas estranhamente doce.


Dir: Pedro Almodóvar
Drama Psicológico


MP4 / HD / LEG: Português

IMDB: 6,8   METASCORE: 7,0
80%Tomatometer201 Reviews   76%Popcornmeter


O Quarto ao Lado (The Room Next Door) marcou um momento histórico ao conquistar o Leão de Ouro no Festival de Cinema de Veneza de 2024. Dirigido por Pedro Almodóvar, o filme não apenas confirmou a maturidade tardia de um dos grandes autores do cinema contemporâneo, como também inaugurou uma nova etapa em sua obra: trata-se de seu primeiro longa integralmente falado em inglês.

Intimidade, tempo e despedida

Almodóvar constrói aqui um drama de câmara rigoroso e depurado, centrado no reencontro de duas mulheres ligadas por uma amizade antiga, interpretadas por Tilda Swinton e Julianne Moore. A narrativa se organiza em torno da convivência silenciosa, dos gestos mínimos e da aceitação da finitude — temas que atravessam toda a filmografia do diretor, mas que aqui surgem sem excessos melodramáticos, quase em estado de suspensão.

O “quarto ao lado” do título funciona como metáfora do limite: o espaço entre presença e ausência, vida e morte, palavra e silêncio. O filme recusa o espetáculo do sofrimento e prefere a escuta, o tempo dilatado e a atenção às pequenas decisões morais que definem uma despedida.


Estilo contido, autoria intacta

Mesmo em inglês, a assinatura de Almodóvar permanece inconfundível. A mise-en-scène é precisa, a paleta cromática cuidadosamente controlada, e o enquadramento transforma interiores em espaços emocionais. No entanto, diferentemente de obras mais explosivas de sua carreira, O Quarto ao Lado aposta numa sobriedade radical, aproximando-se do cinema europeu de introspecção e maturidade.

As atuações são centrais: Swinton e Moore sustentam o filme com interpretações de extrema contenção, evitando qualquer ênfase desnecessária. O drama emerge do olhar, da pausa, do que não é dito.


Por que o Leão de Ouro


A escolha do júri em 2024 foi lida como um reconhecimento duplo:

  • ao rigor artístico de um filme que trata a morte com dignidade e clareza ética;
  • e à trajetória de um cineasta que, aos mais de 70 anos, ainda encontra formas de reinventar seu cinema sem trair sua identidade.

O Quarto ao Lado não é um filme de impacto imediato, mas de ressonância duradoura. Ele reafirma Veneza como o festival que consagra obras de risco, introspecção e densidade humana — e posiciona o Leão de Ouro de 2024 como um prêmio à arte da contenção, da maturidade e da escuta.

👉 Um filme sobre estar junto até o fim — mesmo quando tudo o que resta é o silêncio do quarto ao lado.

terça-feira, 16 de setembro de 2025

Okja (2017) - 2 h

Uma jovem arrisca tudo para impedir que uma empresa multinacional sequestre sua melhor amiga, uma criatura fascinante chamada Okja.


Dir: Bong Joon Ho



DOWNLOAD E ONLINE: MEGA
1080p.WEBRip.x264
LEG: Português


IMDB: 7,3   METASCORE: 7,5


Consenso dos críticos

Okja vê Bong Joon-ho continuando a criar entretenimento desafiadoramente eclético - e ainda atingindo mais do que o suficiente de seus alvos narrativos no meio de um complicado malabarismo tonal.

Tilda Swinton, Paul Dano, Jake Gyllenhaal, Lily Collins,




sexta-feira, 12 de setembro de 2025

O Homem De Londres (2007) A londoni férfi - 2 h 19 min

Numa noite fria, de neblina, trabalhador das docas presencia um assassinato por afogamento. Mais tarde vai até a água para retirar uma valise cheia de dinheiro. Passa a ser seguido. Um famoso inspetor inglês chega para solucionar o caso. Mais que do enredo, os filmes de Béla Tarr se utilizam do tempo, da fotografia em preto e branco, da trilha e dos 'closes' para mostrar o que é um filme de arte.


Dir: Béla Tarr, Ágnes Hranitzky



DOWNLOAD E STREAMING: MEGA
1080p.WEBRip.x264.AAC
LEG: Português



IMDB: 7,0


Consenso dos críticos:

Este filme sombrio e exigente do favorito da arte, Bela Tarr, não é de forma alguma um procedimento criminal típico, mas os espectadores pacientes encontrarão muito o que admirar.


PAÍS: Hungria, Tilda Swinton,