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quarta-feira, 11 de março de 2026

De Repente, no Último Verão (1959) Suddenly, Last Summer - 1 h 54 min

O único filho da viúva rica Violet Venable morre durante as férias com sua prima Catherine. O que a garota viu foi tão horrível que ficou louca; agora a sra. Venable quer que Catherine cubra a verdade.


Drama Psicológico, Suspense Psicológico, Mistério


MP4 / HD / LEG: Português

IMDB: 7,4   METASCORE: 5,4
68%Tomatometer22 Reviews   82%Popcornmeter




sábado, 21 de fevereiro de 2026

Mar Verde (1947) The Sea of Grass - 2 h 3 min

Mostra Elia Kazan: O Teatro da Vida Americana

Na fronteira dos Estados Unidos, uma mulher de St. Louis se casa com um pecuarista do Novo México que é visto como um tirano pelos moradores locais.


Drama, Western

MP4 / SD+ / LEG: Português

IMDB: 6,3
14%Tomatometer7 Reviews   38%Popcornmeter




Um western íntimo onde o amor se perde na vastidão implacável da terra.


A Terra como Destino e Conflito

Em The Sea of Grass, Elia Kazan adentra o território do western para investigar não a aventura, mas o embate moral e emocional que nasce da posse da terra. Ambientado nas vastas planícies do Novo México, o filme acompanha o casamento entre a sofisticada Lutie Cameron (Katharine Hepburn) e o rígido criador de gado Jim Brewton (Spencer Tracy). O que começa como união promissora transforma-se em choque de valores, temperamentos e visões de mundo.





Entre o Progresso e a Tradição

O conflito central do filme não se dá apenas entre marido e mulher, mas entre dois modelos de América. Brewton representa a tradição dos grandes latifundiários que defendem a terra como território fechado e quase sagrado; os novos colonos simbolizam o avanço democrático da ocupação agrícola. Kazan transforma essa disputa econômica em drama íntimo, onde o espaço aberto do Oeste contrasta com a crescente claustrofobia emocional dos personagens.



Paisagens Amplas, Emoções Contidas

Produzido dentro do sistema clássico da MGM, o filme traz uma fotografia que exalta a imensidão das planícies — o “mar” de relva que dá título à obra. Contudo, sob essa grandiosidade visual, pulsa um drama contido, quase austero. Kazan demonstra habilidade ao extrair tensões internas das interpretações de Hepburn e Tracy, sugerindo que a verdadeira batalha não está apenas na terra, mas nos silêncios e ressentimentos que corroem o casamento.




Um Western de Introspecção — Leitura Crítica para Catálogo

Para fins de catálogo, Mar Verde ocupa lugar singular na filmografia de Kazan. Trata-se de um western atípico, menos interessado na ação e mais na dimensão psicológica e social do conflito. Embora alguns críticos apontem certa rigidez estrutural típica do cinema de estúdio da época, o filme antecipa o interesse do diretor por personagens dilacerados entre orgulho e vulnerabilidade. Aqui, a paisagem funciona como metáfora moral: vasta, bela e, ao mesmo tempo, implacável com aqueles que tentam dominá-la.




Recepção e Redescoberta

À época de seu lançamento, o filme recebeu atenção sobretudo pela reunião de dois grandes astros, Katharine Hepburn e Spencer Tracy. A recepção crítica foi mista, com elogios às atuações, mas reservas quanto ao ritmo contemplativo da narrativa. Com o passar dos anos, entretanto, The Sea of Grass passou a ser reavaliado como obra importante na transição do western clássico para abordagens mais psicológicas. Hoje, é visto como peça reveladora do amadurecimento de Kazan dentro do sistema hollywoodiano.



O Oeste Como Espelho da Alma

Em Mar Verde, o Oeste deixa de ser apenas território de conquista para tornar-se paisagem interior. A relva ondulante, que parece infinita, reflete a solidão e a obstinação humana. Kazan sugere que a verdadeira aridez não está no solo, mas na incapacidade de conciliar orgulho e afeto — e que, assim como a terra, o amor também exige cuidado para não se transformar em deserto.

sábado, 31 de janeiro de 2026

Quando o Coração Floresce (1955) Summertime - 1 h 42 min

Mostra o Cinema de David Lean

Uma mulher americana madura e solteira sonha com um belo romance. De férias em Veneza, conhece um charmoso italiano, que acredita ser seu grande amor, porém ele é casado. Seu sonho, então, transforma-se numa amarga realidade.


Drama, Romance


MP4 / HD / LEG: Português

IMDB: 7,1
92%Tomatometer25 Reviews   79%Popcornmeter


Uma Mulher Sozinha Entre Canais

Em Quando o Coração Floresce, David Lean troca tribunais, fábricas e lares britânicos por uma Veneza luminosa e estrangeira. A cidade surge não apenas como cenário turístico, mas como espaço de deslocamento íntimo, onde a solidão se torna ainda mais visível diante da beleza excessiva.


Viajar Como Tentar Recomeçar

A chegada de Jane à Itália carrega a esperança discreta de transformação. A viagem é menos lazer e mais tentativa tardia de reinvenção pessoal. Lean observa essa expectativa com ternura, consciente de que mudar de lugar não garante mudar de vida.


Olhar o Amor Como Quem Observa Vitrines


Durante boa parte do filme, Jane é espectadora do romance alheio. Casais cruzam pontes, trocam gestos, ocupam restaurantes. O desejo nasce dessa observação constante, como se o amor fosse mercadoria exposta, sempre próxima e sempre fora de alcance.


Veneza Como Labirinto Emocional

Os becos, as pontes e os canais funcionam como extensão do estado interior da protagonista. A cidade é bela, mas confusa; acolhedora, mas solitária. Lean transforma a paisagem em espelho psicológico, onde cada esquina sugere possibilidade e perda.


Amar Tarde Também É Amar


Quando o romance finalmente acontece, ele carrega a consciência do tempo perdido. Não há ingenuidade juvenil, mas intensidade madura. O filme trata o amor tardio como experiência mais frágil e, ao mesmo tempo, mais preciosa.


Felicidade Sem Garantias

Lean evita idealizações. O relacionamento não é conto de fadas, mas encontro imperfeito entre duas solidões. Diferenças culturais, limites práticos e ambiguidades morais impedem qualquer promessa de permanência.


O Verão Que Já Nasce Passageiro

O próprio título sugere transitoriedade. Como a estação quente, o romance é breve, luminoso e condenado a terminar. Cada momento feliz carrega a sombra antecipada da despedida.


A Despedida Como Forma de Crescer

No momento final, Jane escolhe partir. Não por fracasso absoluto, mas por lucidez. Permanecer significaria ilusão; partir preserva a experiência vivida. Lean transforma a renúncia em gesto de maturidade emocional.


Entre o Sonho e a Realidade, a Memória

Quando o Coração Floresce encerra-se como lembrança suave, quase melancólica. Não há conquista definitiva, apenas a certeza de ter sentido algo verdadeiro. Lean reafirma que certos amores existem para florescer brevemente — e depois sobreviver apenas na memória.


domingo, 28 de dezembro de 2025

A Mulher do Dia (1942) Woman of the Year - 1 h 54 min

SCREWBALL COMEDY: O Amor em Estado de Guerra (1934-1945)

O jornalista esportivo Sam Craig e a colunista Tess Harding, do mesmo jornal de Nova York, superam o antagonismo inicial, se apaixonam e se casam, apenas para perceber que o relacionamento deles está tenso quando ele passa a ressentir-se do estilo de vida agitado dela.


A Mulher do Dia (1942) - IMDb
Dir: George Stevens
Screwball Comedy, Drama, Esporte

MP4 / HD / LEG: Português

IMDB: 7,1   METASCORE: 7,4
Flick Metrix: 74   Criticker Average Percentile: 55%
83%Tomatometer30 Reviews   80%Popcornmeter



A screwball diante de seus próprios limites

Lançado em 1942, A Mulher do Dia ocupa uma posição decisiva — e ambígua — na história da screwball comedy. Dirigido por George Stevens, o filme não inaugura nem radicaliza o subgênero: ele expõe seus limites históricos. Aqui, a guerra dos sexos ainda existe, mas já não explode o mundo; ela precisa ser administrada, conciliada, absorvida.

Por isso, o filme é peça-chave do 🟦 Núcleo 5 — A Screwball em Crise (1942–1945).


Enredo: quando o casamento vem cedo demais

Tess Harding é uma jornalista internacionalmente renomada, comentarista política, palestrante, símbolo da mulher moderna e cosmopolita. Sam Craig é um colunista esportivo pragmático, direto, emocionalmente ancorado no cotidiano. Eles se apaixonam rapidamente — e se casam ainda mais rápido.

O gesto, típico da comédia romântica, aqui funciona como armadilha narrativa: o conflito começa depois do casamento.

A questão central não é se eles se amam, mas como conciliar dois modos de existir radicalmente distintos.


A mulher moderna — poderosa e inconveniente

Vivida por Katharine Hepburn, Tess Harding é uma das personagens femininas mais avançadas do cinema clássico. Ela:

  • domina o espaço público,
  • transita entre política, cultura e imprensa,
  • pensa em escala global,
  • vive em permanente movimento intelectual.

O problema do filme não é Tess — é o mundo que não sabe onde colocá-la.


O homem razoável como medida do mundo

Spencer Tracy interpreta Sam Craig como o homem comum: sensato, emocionalmente disponível, mas profundamente desconfortável diante da autonomia feminina.

Ele não é vilão, tirano ou retrógrado explícito.
E isso é crucial: o conflito não é moral, mas estrutural.

O casamento exige ajustes — e o filme deixa claro quem deve ajustar mais.


Screwball domesticada

Diferente das screwballs clássicas:

  • o ritmo é mais contido,
  • o diálogo menos agressivo,
  • o absurdo é substituído pelo constrangimento.

A famosa cena da cozinha — em que Tess tenta assumir o papel doméstico e falha de forma quase humilhante — marca a virada ideológica do filme. O riso nasce não da subversão, mas da correção simbólica.

Aqui, a screwball não explode as normas: ela começa a reabsorvê-las.


Trabalho, gênero e guerra

Produzido em plena Segunda Guerra Mundial, A Mulher do Dia reflete um momento de transição social:

  • mulheres ocupam o espaço público,
  • mas o discurso cultural já prepara o retorno ao lar,
  • a independência é tolerada — até certo ponto.

O filme captura esse instante histórico com precisão quase involuntária.


Casamento como problema — mas com solução conservadora


O tema central da mostra aparece com clareza:
👉 o casamento como problema — e não solução.

No entanto, diferentemente de Jejum de Amor ou Núpcias de Escândalo, a solução aqui é assimétrica. O mundo não se transforma para receber Tess; Tess precisa se dobrar parcialmente ao mundo.

Essa ambiguidade é exatamente o que torna o filme tão revelador.


Lugar histórico na mostra

No Núcleo 5, A Mulher do Dia cumpre função decisiva:

  • mostra o início do esgotamento da screwball,
  • antecipa o recuo ideológico do pós-guerra,
  • revela o limite da mulher invencível criada pelo próprio subgênero.

É menos uma celebração e mais um diagnóstico.


Conclusão

A Mulher do Dia é uma screwball em crise — elegante, inteligente e profundamente tensionada.
Ela não derrota a mulher moderna, mas mostra o quanto o sistema ainda não sabe conviver com ela.

👉 Aqui, o amor já não é guerra libertadora.
👉 É negociação desigual.
👉 E o riso começa a perder sua força subversiva.




Núpcias de Escândalo (1940) The Philadelphia Story - 1 h 52 min

SCREWBALL COMEDY: O Amor em Estado de Guerra (1934-1945)

ROTTEN TOMATOES: The 100% Club

Quando o ex-marido de uma mulher rica e um jornalista aparecem logo antes do novo casamento da mulher, ela começa a aprender a verdade sobre si mesma.


Núpcias de Escândalo (1940) - IMDb
Dir: George Cukor
Screwball Comedy, Farsa


MP4 / HD / LEG: Português

IMDB: 7,8   METASCORE: 9,6
FLICK METRIX: 85   Average Percentile: 73.97%
100%Tomatometer104 Reviews   92%Popcornmeter

A comédia do divórcio como espelho moral da elite

Lançado em 1940, Núpcias de Escândalo ocupa um lugar central na fase de maturidade da screwball comedy. Dirigido por George Cukor, o filme transforma o divórcio — já consumado antes do início da narrativa — no ponto de partida para uma radiografia elegante e cruel da alta sociedade, onde o amor só pode existir após a queda das máscaras.

Dentro do NÚCLEO 3 — O Divórcio como Ponto de Partida (1939–1941), é o título que leva a screwball ao terreno da autocrítica social refinada.


Enredo: o casamento como espetáculo público

Tracy Lord, herdeira da aristocracia da Filadélfia, está prestes a se casar novamente quando seu ex-marido, C. K. Dexter Haven, reaparece — acompanhado de dois jornalistas enviados para cobrir o evento como matéria sensacionalista. O casamento iminente torna-se palco para uma disputa múltipla: afetiva, moral e simbólica.

O divórcio anterior não é trauma a ser superado, mas história mal resolvida. O filme se constrói como um jogo de observação mútua, no qual cada personagem testa os limites do outro — e de si mesmo.


Tracy Lord: a deusa que precisa cair

Interpretada por Katharine Hepburn, Tracy Lord é apresentada como figura quase olímpica: bela, rica, altiva e moralmente inflexível. Sua exigência por perfeição — nos outros e em si — é o verdadeiro conflito do filme.

A screwball opera aqui por desmistificação: Tracy precisa errar, beber, tropeçar e se expor para voltar a ser humana. Não se trata de punição moral, mas de quebra da superioridade.


O ex-marido como consciência irônica

Cary Grant vive Dexter Haven como a figura mais equilibrada do filme. Ele não disputa poder; observa. Sua ironia funciona como espelho que devolve à protagonista suas próprias contradições.

Ao contrário de outras screwballs, aqui o homem não entra em colapso — ele aguarda a queda da deusa.


O intruso sensível


O jornalista vivido por James Stewart introduz um terceiro eixo: a classe média observando a elite por dentro. Ele traz:

  • empatia,
  • instabilidade emocional,
  • desejo de pertencimento.

Sua presença expõe a teatralidade do mundo rico e a fragilidade das hierarquias sociais, ampliando o alcance crítico do filme.


Classe, mídia e performance

Núpcias de Escândalo é uma comédia sobre ser observado. Tudo é encenação:

  • o casamento,
  • a moral,
  • a imagem pública.

A imprensa não apenas registra o espetáculo — ela o produz. A elite vive de acordo com a câmera, antecipando o mundo da celebridade moderna.


Casamento como reconstrução (não idealização)


Diferente de outras screwballs, o final não promete harmonia absoluta. O reencontro do casal ocorre após a aceitação da falha humana. O casamento deixa de ser ideal moral e passa a ser acordo possível entre imperfeitos.

É uma solução madura, mas não ingênua.


Lugar histórico e legado

Núpcias de Escândalo marca:

  • o auge do refinamento dramático da screwball,
  • a consolidação da mulher forte que precisa rever a própria rigidez,
  • a crítica elegante à aristocracia americana.

É também um filme-chave na trajetória de Katharine Hepburn, reposicionando sua imagem pública e artística.


Conclusão

Núpcias de Escândalo é a screwball que troca o caos físico pela cirurgia moral.
O riso não nasce da explosão, mas do reconhecimento das próprias falhas.

👉 Aqui, amar é abandonar a pose.
👉 E o casamento só existe depois da queda.

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Levada da Breca (1938) Bringing Up Baby - 1 h 42 min

SCREWBALL COMEDY: O Amor em Estado de Guerra (1934-1945)

Enquanto tenta assegurar uma doação de 1 milhão de dólares para seu museu, um paleontólogo desorientado é perseguido por uma herdeira fugidia e muitas vezes irritante e seu leopardo de estimação, Baby.


Levada da Breca (1938) - IMDb
Dir: Howard Hawks
Screwball Comedy


MP4 / SD / LEG: Português

IMDB: 7,8   METASCORE: 9,1
Flick Metrix: 86   Criticker Average Percentile: 66
97%Tomatometer72 Reviews   89%Popcornmeter


O triunfo do caos e a humilhação do homem racional

Levada da Breca (Bringing Up Baby) é, talvez, a screwball comedy em seu estado mais puro e anárquico. Dirigido por Howard Hawks, o filme leva ao extremo os princípios inaugurados poucos anos antes: velocidade, absurdo, guerra entre os sexos e completa implosão da autoridade masculina.

Aqui, não há equilíbrio possível — apenas rendição ao caos.


Enredo: quando a ordem encontra o desastre


David Huxley é um paleontólogo metódico, obcecado pela conclusão de um esqueleto de dinossauro e prestes a se casar por conveniência. Sua vida perfeitamente organizada entra em colapso ao conhecer Susan Vance, uma jovem rica, imprevisível e incapaz de respeitar qualquer regra social.

Entre perseguições, confusões, um leopardo domesticado chamado Baby e uma sucessão de mal-entendidos, David é arrancado de seu mundo racional e lançado numa espiral de descontrole absoluto.

A narrativa não progride por causalidade lógica, mas por acúmulo de catástrofes.


Susan Vance: a mulher como força da natureza

Interpretada por Katharine Hepburn, Susan é uma das personagens femininas mais radicais do cinema clássico. Ela não seduz, não convence, não argumenta — ela invade.

Susan:

  • desrespeita hierarquias,
  • ignora normas,
  • conduz a narrativa sem pedir permissão.

No universo da screwball, ela não é exceção: é a lei do caos.


O homem racional em ruína

Cary Grant oferece uma de suas atuações mais memoráveis ao aceitar ser humilhado física e simbolicamente. Seu personagem:

  • cai,
  • grita,
  • perde roupas,
  • perde autoridade,
  • perde identidade.

O filme exige algo raro para a época: que o protagonista masculino abandone completamente a dignidade. Só assim o romance pode existir.


Absurdo como estrutura narrativa

Em Levada da Breca, o absurdo não é pontual — ele é o sistema. O leopardo, o osso perdido, a prisão, o campo, os enganos sucessivos: tudo colabora para suspender a lógica cotidiana.

Hawks constrói uma comédia onde:

  • o mundo racional é ridículo,
  • o improviso é virtuoso,
  • o controle é ilusão.

Classe social e irresponsabilidade


Susan pertence à elite econômica, mas o filme não a trata como modelo moral. Sua riqueza lhe permite errar sem consequências — e isso também é parte da crítica.

A diferença aqui é que, ao contrário de Irene, a Teimosa, a screwball não corrige a elite: ela explode o mundo inteiro.


Erotismo sem contato

Sob o Código Hays, Levada da Breca substitui o sexo por:

  • proximidade constante,
  • confusão física,
  • intimidade forçada,
  • gritos e risadas.

O desejo não é representado — é vivido como desorientação.


Lugar histórico na mostra

Dentro do NÚCLEO 2 — Mulheres Imprevisíveis, Homens em Colapso, Levada da Breca representa o ponto em que a guerra dos sexos deixa de ser negociação e se torna aniquilação simbólica da autoridade masculina.

É a screwball em sua fase mais indomável.


Conclusão

Levada da Breca não propõe conciliação.
Ela ensina que amar, naquele universo, exige aceitar a perda de controle, de status e de lógica.

👉 Aqui, o amor não organiza o mundo — ele o destrói.

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