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quarta-feira, 1 de abril de 2026

O Amor que Resta (2025) Ástin sem eftir er - 1 h 49 min

Uma família vivencia a separação por um ano, manifestada em momentos íntimos e eventos estranhos que revelam laços de amor e memória.


O Amor que Resta (2025) - IMDb
Dir: Hlynur Pálmason
Comédia, Drama, Família

MP4 / HD- / LEG: Inglês e português traduzido

IMDB: 6,8   METASCORE: 7,6
Flick Metrix: 71   Criticker Average Percentile: 65%
94%Tomatometer53 Reviews



quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Touch (2024) Snerting - 2 h 1 min




Touch (2024) Snerting - 2 h 1 min
Dir: Baltasar Kormákur

Drama de Época, Romance


CLC Score: 7,6






Sinopse

Kristófer (Egill Ólafsson, e na juventude Pálmi Kormákur), viúvo islandês, recebe durante a pandemia de Covid-19 o diagnóstico de uma doença degenerativa e decide, antes que seja tarde, retomar a busca por Miko (Yôko Narahashi, e na juventude Kōki), o grande amor de sua juventude que desapareceu de sua vida sem explicação cinquenta anos antes. No fim dos anos 1960, ainda estudante em Londres, Kristófer havia largado os estudos para trabalhar como lavador de pratos no restaurante japonês do sr. Takahashi (Masahiro Motoki), onde se apaixonou por Miko, filha do dono.

A narrativa alterna entre as duas linhas do tempo, a Londres dos anos 1960, onde o romance floresce sob o olhar reservado de Takahashi, e a jornada contemporânea de um Kristófer idoso que atravessa o Reino Unido e o Japão em busca de respostas para um desaparecimento que ele nunca conseguiu entender. Aos poucos, o filme revela que o silêncio de Takahashi escondia um segredo ligado ao passado da família em Hiroshima, segredo que Kristófer só vai compreender por completo ao reencontrar Miko.

Análise Crítica

Touch é a adaptação do romance homônimo (Snerting) de Ólafur Jóhann Ólafsson, que também assina o roteiro ao lado do diretor Baltasar Kormákur, cineasta islandês conhecido internacionalmente por Everest e pela série Trapped. Kormákur retoma aqui o registro intimista de filmes anteriores como Sobrevivente, à frente de uma coprodução entre Islândia, Reino Unido e Japão, com filmagens em Londres, na Islândia e no Japão a partir de outubro de 2022.

A fotografia de Bergsteinn Björgúlfsson estabelece, segundo a crítica, "sutis rimas visuais" entre as duas linhas temporais, usando luz e enquadramento para sinalizar a passagem entre a memória e o presente sem recorrer a efeitos óbvios de datação. Kormákur evita o tom de epopeia romântica grandiloquente que o material poderia sugerir, optando por um ritmo pausado que privilegia gestos pequenos, um prato servido, uma xícara de chá, um aceno, e deixa que a Segunda Guerra Mundial e Hiroshima permaneçam como pano de fundo histórico em vez de explicação didática.

Egill Ólafsson carrega o filme com uma melancolia contida, o rosto de um homem que sabe estar correndo contra o tempo sem transformar essa urgência em desespero explícito. Kōki, em sua estreia internacional relevante, e Yôko Narahashi dividem a personagem de Miko com delicadeza suficiente para que as duas versões pareçam, de fato, a mesma mulher em décadas diferentes. Masahiro Motoki, como o pai protetor e reservado, ancora o segredo central da trama sem se tornar um vilão fácil.

A crítica internacional recebeu o filme com entusiasmo raro para um romance de época. O Rotten Tomatoes registra 93% de aprovação, com a Variety descrevendo o resultado como "um romance gentil e sem afetação, com um final de cortar o coração e emocionalmente retumbante", enquanto a Guardian chamou o filme de "uma história de amor pura e simples, sem pudor no sentimentalismo". No Brasil, o Devo Tudo ao Cinema elogiou a "rara maturidade psicológica" do terceiro ato e a analogia entre o isolamento da pandemia e a perseguição aos sobreviventes de Hiroshima. Touch venceu o Prêmio do Público no Festival de Tromsø e representou a Islândia na disputa por uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional do Oscar 2025, chegando à lista dos 15 finalistas.

⚠️ ATENÇÃO: A PARTIR DESTE PONTO, O TEXTO CONTÉM SPOILERS

Se você ainda não assistiu ao filme, recomendamos interromper a leitura e retornar depois.

A Interpretação da Obra

O segredo que separa Kristófer e Miko está enraizado no trauma histórico de Hiroshima. Takahashi e Miko são hibakusha, sobreviventes da bomba atômica, e a mãe de Miko morreu em decorrência dos ferimentos ao dar à luz prematuramente logo após o ataque. Convencido de que a exposição à radiação havia deixado a filha "incapacitada" para gerar filhos saudáveis, Takahashi descobre a gravidez de Miko e a obriga a voltar ao Japão às pressas, rompendo o relacionamento sem qualquer explicação para o jovem Kristófer.

O filho do casal, criado sem saber da própria origem, torna-se chef de cozinha, e é justamente em seu restaurante que Miko passa a acompanhar a vida dele à distância, sem nunca se revelar. Ao reencontrá-la meio século depois, Kristófer se emociona diante do próprio filho sem que este saiba quem ele é, uma cena que resume o argumento central do filme: diante de certas perdas, resta apenas a reconciliação parcial com o que ficou irrecuperável.

O título Touch, e seu equivalente islandês Snerting, ganha sentido pleno na cena final, quando Kristófer e Miko voltam a caminhar de mãos dadas depois de cinquenta e um anos separados. O filme sugere que o toque físico, negado aos dois por decisões tomadas em nome do medo e do trauma histórico, é também a forma mais simples de reparar o tempo perdido, ainda que essa reparação chegue tarde demais para reconstruir tudo o que a guerra e o silêncio de uma geração inteira destruíram.

Conclusão

Touch confirma Baltasar Kormákur como um diretor capaz de equilibrar epopeia histórica e intimismo sem que um aspecto sufoque o outro, entregando um melodrama de época que trata guerra, preconceito e luto com o mesmo cuidado dedicado à reconstrução do romance entre Kristófer e Miko. Sustentado por atuações contidas e por uma estrutura temporal que nunca se perde entre os dois períodos narrados, o filme conquista o espectador pela paciência com que revela, aos poucos, sua reviravolta central.


segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Quando a Luz Arrebenta (2024) Ljósbrot - 1 h 22 min

Una é uma jovem islandesa que enfrenta a dor do luto enquanto guarda um terrível segredo. Tentando seguir a vida, ela é incapaz de expressar plenamente suas emoções com as pessoas ao seu redor.


Dir: Rúnar Rúnarsson
Drama


MP4 / HD / LEG: Português

IMDB: 6,7   METASCORE: 7,4
97%Tomatometer31 Reviews