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sexta-feira, 24 de abril de 2026

Amigos, Amigos, Negócios à Parte (1981) Buddy Buddy - 1 h 36 min

BILLY WILDER: O Cinismo como Método

Durante um caso de depoimento de alto perfil da máfia no Condado de Riverside, na Califórnia, um assassino contratado se hospeda em um quarto de hotel perto do tribunal, enquanto seu vizinho deprimido quer cometer suicídio por causa de problemas conjugais.


Farsa, Comédia

MP4 / SD / LEG: Português

IMDB: 6,5
Flick Metrix: 60   Criticker Average Percentile: 42%
63%Tomatometer16 Reviews   43%Popcornmeter


Um assassino profissional. Um homem que quer morrer. O problema é que eles ficaram no mesmo andar.


O fim de uma era

Buddy Buddy foi o último filme de Billy Wilder, e carrega esse peso com uma estranheza que não é exatamente falha. É o trabalho de um diretor que havia dito tudo o que tinha a dizer e ainda assim voltou mais uma vez, talvez por hábito, talvez por teimosia. A crítica foi impiedosa na época e o público ignorou. Revisitado hoje, o filme revela camadas que o desconforto inicial escondia: é uma comédia sobre a morte feita por alguém que sabia que estava se despedindo.


A dupla no limite

Lemmon e Matthau estavam juntos pela quinta vez, e a familiaridade entre os dois é ao mesmo tempo o maior trunfo do filme e o seu desafio. Há uma confortável maestria mútua, dois músicos que tocam a mesma peça de memória. Matthau como assassino frio e Lemmon como homem desesperado à beira do suicídio formam um par que só funciona porque ambos sabem exatamente até onde podem ir.


A comédia que tropeça em si mesma

Nem tudo funciona, e seria desonesto dizer o contrário. O roteiro tem momentos de descompasso, e alguns gags se esticam além do necessário. Mas há nessa imperfeição algo que, com o tempo, se torna quase afetuoso. Wilder sempre soube que o humor verdadeiro mora no atrito, no que não encaixa direito. E há cenas em Buddy Buddy onde esse atrito produz lampejos do melhor que ele já fez, como relíquias de um estilo que o cinema foi esquecendo enquanto ele ainda filmava.


O que fica depois do último corte

Encerrar uma carreira com uma comédia imperfeita sobre um homem que quer morrer e não consegue tem uma ironia que Wilder certamente apreciaria. Ele viveu até os 95 anos, lúcido e mordaz até o fim, sem fazer outro filme depois desse. Buddy Buddy não é o encerramento glorioso que a filmografia merecia, mas é um encerramento honesto. E Wilder sempre preferiu a honestidade ao conforto. Ver o filme sabendo que é o último muda tudo. De repente, cada cena importa de um jeito diferente.

 



Fedora (1978) - 1 h 56 min

BILLY WILDER: O Cinismo como Método

Barry ''Dutch'' Detweiler, produtor de Hollywood, tenta atrair Fedora.


Fedora (1978) - IMDb
Dir: Billy Wilder
Drama do Mundo do Espetáculo, Tragédia, Romance

MP4 / HD / LEG: Português

IMDB: 6,8
Flick Metrix: 69   Criticker Average Percentile: 51%
72%Tomatometer18 Reviews   63%Popcornmeter


Hollywood sabe fabricar deusas. O que não sabe é o que fazer quando elas se recusam a envelhecer.


O espelho de Crepúsculo dos Deuses

Quase trinta anos depois de Sunset Blvd., Wilder voltou ao tema que mais o assombrava: a indústria que cria mitos e depois os abandona. Fedora é frequentemente lido como o irmão mais sombrio daquele filme, e a comparação faz sentido, mas é também uma simplificação. Aqui Wilder não tem mais a raiva jovem de 1950. Tem algo mais pesado e mais difícil de nomear, uma lucidez cansada sobre o tempo, a beleza e o preço que se paga para preservar ambos.


O segredo por trás da máscara

A premissa gira em torno de uma estrela que parece não envelhecer, cercada de mistério e isolamento numa ilha grega. Um produtor falido vai até ela em busca de um último projeto. O que ele encontra é uma verdade que Wilder revela com a estrutura de um thriller e a sensibilidade de um réquiem. A reviravolta no centro do filme é uma declaração sobre o que o culto à juventude exige das mulheres, e sobre quem paga a conta no final.


William Holden e o peso dos anos

Wilder escalou William Holden para o papel do produtor, e a escolha carrega um peso que vai além da atuação. Holden havia protagonizado Sunset Blvd. em 1950, e vê-lo aqui, visivelmente marcado pelo tempo, adiciona uma camada de melancolia que nenhum roteiro poderia escrever. É como se Wilder estivesse dizendo que todos nós, inclusive os que ficaram atrás das câmeras, somos engolidos pela mesma máquina. A auto-convivência do gesto é comovente e perturbadora ao mesmo tempo.


O último grande gesto

Fedora foi ignorado na época e continua sendo um dos títulos menos vistos da filmografia de Wilder. É um erro que o tempo vai corrigindo devagar. Há nesse filme uma tristeza adulta e sem concessões que só aparece na obra de quem viveu o suficiente para não precisar mais fingir. Wilder tinha 72 anos quando o fez. Sabia exatamente o que estava filmando, e sabia também que poucos iriam entender na hora. Às vezes o cinema mais honesto é o que chega mais tarde.

 






Avanti! Amantes à Italiana (1972) Avanti! - 2 h 24 min

BILLY WILDER: O Cinismo como Método

Um empresário de sucesso vai à Itália para providenciar a extradição do corpo de seu pai magnata, mas descobre que o pai morreu com sua amante de longa data.


Romance Alegre, Comédia


MP4 / HD / LEG: Português

IMDB: 7,1
Flick Metrix: 71   Criticker Average Percentile: 54%
79%Tomatometer24 Reviews   76%Popcornmeter

O pai morreu na Itália com um segredo. O filho foi buscar o corpo e encontrou outra coisa.


A ilha como antídoto

Wendell Armbruster Jr. chega a Ischia como chega a qualquer lugar: apressado, arrogante, com a agenda cheia e a sensibilidade bloqueada. É um americano de manual, o tipo que mede tudo em eficiência e não entende por que o mundo não funciona no mesmo ritmo que ele. Wilder escolheu a ilha italiana como cenário com a precisão de quem sabe que o lugar também é personagem. Ischia além de bela, é deliberadamente lenta, e essa lentidão vai corroendo Wendell por dentro até que algo cede.


Os filhos do que os pais esconderam

Wendell e Pamela foram buscar os corpos dos próprios pais, mortos juntos num acidente de carro. E aos poucos descobrem que esses pais tinham uma vida paralela, um amor que durava anos e que nunca foi contado para ninguém. Wilder trata essa revelação sem julgamento e sem sentimentalismo fácil. O que os pais fizeram não é condenado nem glorificado. Simplesmente existia, com a teimosia silenciosa das coisas verdadeiras. E os filhos precisam decidir o que fazem com isso.


A comédia do desencontro

Jack Lemmon e Juliet Mills constroem uma das relações mais inesperadamente tocantes da filmografia de Wilder. Ele é tenso, ela é expansiva. Ele conta calorias, ela come com prazer. Ele quer resolver, ela quer entender. O romance que nasce entre eles não é conveniente nem acelerado. Wilder deixa o tempo da ilha fazer o trabalho, e o humor que emerge do atrito entre os dois tem aquela qualidade rara de fazer rir sem diminuir ninguém.


O que se herda sem saber

Avanti! é um dos filmes mais generosos de Wilder, e talvez por isso tenha sido ignorado por tanto tempo. Não há vilões, não há traições, não há cinismo de superfície. O que há é um homem que chega num lugar para encerrar um assunto e parte com outro aberto, maior e mais incômodo. A herança que Wendell leva não cabe em inventário. É a descoberta de que seu pai era humano, e que ser humano significa muito mais do que ele havia aprendido a aceitar.

 




A Vida Íntima de Sherlock Holmes (1970) The Private Life of Sherlock Holmes - 2 h 05 min

BILLY WILDER: O Cinismo como Método

Quando um entediado Holmes ansiosamente aceita o caso de Gabrielle Valladon, após um atentado contra sua vida, a busca pelo marido desaparecido o leva ao Lago Ness e ao monstro lendário.


Aventura, Comédia, Crime, Mistério, Romance, Suspense


MP4 / HD- / LEG: Português

IMDB: 7,0   METASCORE: 7,5
Flick Metrix: 69   Criticker Average Percentile: 53%
87%Tomatometer30 Reviews   73%Popcornmeter

O maior detetive do mundo consegue resolver qualquer mistério, menos o que sente.


O filme que Wilder não pôde fazer

The Private Life of Sherlock Holmes nasceu como um épico de três horas e chegou aos cinemas com menos da metade disso. O estúdio cortou episódios inteiros, incluindo uma sequência considerada por Wilder como a mais bonita que já havia filmado. O que sobrou é ao mesmo tempo um filme incompleto e uma obra-prima discreta, uma daquelas raridades que a indústria mutilou e o tempo tratou de restaurar na memória dos que amam cinema de verdade.


Holmes sem a armadura

Wilder não estava interessado nos casos. Estava interessado no homem. O seu Holmes, interpretado por Robert Stephens com uma melancolia contida, é alguém que usa a lógica como escudo contra tudo aquilo que não consegue controlar: a emoção, o desejo, a vulnerabilidade. A cocaína é uma fuga. O desdém pelas mulheres é medo. Wilder desmonta o mito peça por peça com o cuidado de quem admira o que está desmontando.


A mulher que ele não devia encontrar

Quando Gabrielle entra na história, o filme muda de temperatura. Ela é encantadora, misteriosa e, como quase todas as mulheres em Wilder, muito mais do que aparenta. A relação entre os dois é construída com uma delicadeza incomum para o diretor, cheia de não ditos e olhares que carregam mais peso do que qualquer diálogo. E quando a verdade sobre ela chega, o golpe é preciso e silencioso. Wilder nunca foi tão gentil ao partir um coração.


A despedida que ninguém percebeu

Com o distanciamento dos anos, fica claro que The Private Life of Sherlock Holmes é também um filme sobre o fim das ilusões, o tipo de obra que um diretor faz quando já não precisa provar nada mas ainda tem muita coisa a dizer. O Loch Ness está lá, a espionagem está lá, mas o que fica é outra coisa: a imagem de um homem brilhante sentado numa poltrona, sozinho, tocando violino para ninguém. Wilder entendeu Holmes porque se reconhecia nele.

 




Uma Loura por um Milhão (1966) The Fortune Cookie - 2 h 05 min

BILLY WILDER: O Cinismo como Método

Um advogado corrupto convence seu cunhado a fingir ferimentos graves.


Comédia de Humor Negro, Farsa, Sátira, Romance


MP4 / HD / LEG: Português

IMDB: 7,2   METASCORE: 6,3
Flick Metrix: 73   Criticker Average Percentile: 57%
96%Tomatometer28 Reviews   80%Popcornmeter

Numa terra de oportunidades, simular uma lesão é só mais um plano de negócios.


O nascimento de uma dupla

The Fortune Cookie marcou o primeiro encontro entre Jack Lemmon e Walter Matthau — dupla que definiria uma era da comédia americana. Matthau ganhou o Oscar de coadjuvante e roubou cada cena em que apareceu, com uma presença tão desgrenhada e magnética que parece ter nascido para o personagem. Mas o filme é mais do que uma química feliz entre dois atores. É o diagnóstico mais cínico que Wilder já fez de um país que transforma qualquer coisa, inclusive a dor, em produto negociável.


A anatomia de um golpe doméstico

Harry Hinkle leva uma pancada acidental num jogo de futebol americano e sai ileso. Seu cunhado, o advogado Willie Gingrich, enxerga ali uma fortuna a ser extraída via processo judicial. O plano é simples: fingir paralisia, processar a seguradora e dividir o lucro. Wilder e I.A.L. Diamond constroem o esquema com uma lógica quase didática, como se estivessem explicando, passo a passo, como a ganância funciona quando se veste de família e solidariedade.


O homem que não devia importar

No centro do filme há um personagem que o roteiro poderia ter ignorado: Luther, o jogador negro que acidentalmente derrubou Harry e passa o resto da história carregando uma culpa que não é sua. Wilder o trata com uma delicadeza rara para Hollywood em 1966, transformando essa relação improvável num dos poucos momentos de afeto genuíno do filme. Enquanto todos os outros personagens calculam, Luther simplesmente se importa. E isso, num universo de Wilder, é quase revolucionário.


A comédia como radiografia

The Fortune Cookie não é o Wilder mais celebrado, mas talvez seja o mais preciso sobre o espírito americano. A litigância como estilo de vida, a mídia que transforma sofrimento em espetáculo, o advogado que vende ilusões com a desenvoltura de um vendedor de carros usados. Wilder filmou tudo isso em preto e branco num momento em que Hollywood já havia migrado para a cor, como se quisesse dizer: para enxergar essa história com clareza, é melhor tirar o excesso.

 

Beija-me, Idiota (1964) Kiss Me, Stupid - 2 h 5 min

BILLY WILDER: O Cinismo como Método

Orville, compositor fracassado numa cidadezinha do Nevada, é tão ciumento quanto desesperado por fama. Quando o astro Dino para na cidade por acidente, Orville enxerga sua chance e arma um esquema para vender suas músicas, colocando uma prostituta no lugar da própria esposa.


Sátira, Comédia, Romance

MP4 / HD / LEG: Português

IMDB: 6,9   METASCORE: 6,3
Flick Metrix: 69   Criticker Average Percentile: 55%
75%Tomatometer32 Reviews   67%Popcornmeter

Todo homem tem um preço. O problema é quando ele descobre qual é.


O escândalo que virou clássico

Quando estreou, Kiss Me, Stupid foi um desastre de relações públicas. A Legião Católica da Decência o condenou, a United Artists se recusou a distribuir, e a crítica tratou o filme como uma prova de que Wilder havia perdido o juízo. Hoje, com a distância necessária, fica mais fácil enxergar o que estava acontecendo: Hollywood levou um soco no estômago e não soube como reagir. O filme não era sujo. Era honesto demais para o gosto da época.


Ciúme, ambição e a farsa do lar perfeito


Orville, compositor fracassado numa cidadezinha do Nevada, é tão ciumento quanto desesperado por fama. Quando o astro Dino para na cidade por acidente, Orville enxerga sua chance e arma um esquema para vender suas músicas, colocando uma prostituta no lugar da própria esposa. Wilder usa essa premissa absurda para dissecar o casamento, a vaidade masculina e a hipocrisia americana com uma frieza que desconforta. A comédia está ali, mas ela range.


Polly e o avesso da moral

Zelda, a prostituta interpretada por Kim Novak, é quem sai do filme com mais dignidade. Numa inversão típica de Wilder, a mulher socialmente marginalizada é a única que age com generosidade e sem cálculo. O diretor já havia feito isso em Irma La Douce e faria de novo: colocar personagens fora da norma moral como os únicos capazes de afeto genuíno. É uma provocação que não precisa de discurso. Basta assistir para entender o que ele está dizendo sobre quem, afinal, tem bons costumes.


O preço da reabilitação

Com o tempo, Kiss Me, Stupid ganhou defensores fervorosos — entre eles, cineastas que o citam como uma das comédias mais corajosas de Hollywood. O que parecia grosseria em 1964 revela, revisitado, uma precisão cirúrgica na crítica aos mitos do sonho americano: a casa, a esposa, o talento, o sucesso. Wilder nunca acreditou em nenhum deles sem reservas, e este filme é talvez a prova mais crua disso. É desconfortável, sim. Era essa a intenção.

 




Irma la Douce (1963) - 2 h 27 min

BILLY WILDER: O Cinismo como Método

Quando um policial recém-demitido se apaixona por uma prostituta francesa em Paris, ele não quer que ela fique com outros homens, então ele cria um alter-ego que se tornará seu único cliente.


Farsa, Sátira, Comédia, Romance

Onde assistir
MP4 / HD / LEG: Português

IMDB: 7,3   METASCORE: 6,3
Flick Metrix: 73   Criticker Average Percentile: 59%
75%Tomatometer20 Reviews   78%Popcornmeter

Amor e interesse caminham juntos. A diferença nem sempre é tão clara.


Paris como Encenação

Irma la Douce se passa em uma Paris estilizada, quase teatral, onde tudo parece organizado para sustentar um jogo de aparências. Billy Wilder não busca realismo aqui. Ele cria um espaço controlado, onde relações, dinheiro e desejo circulam dentro de regras próprias.


Moral Flexível

O protagonista tenta impor uma lógica rígida a um ambiente que funciona de outra forma. Só que o filme rapidamente mostra que essa tentativa não se sustenta. Os personagens vivem de negociação constante, ajustando princípios conforme a situação. O certo e o errado deixam de ser fixos.


Amor ou Construção

A relação central nasce de um impulso que mistura afeto, ciúme e necessidade de controle. Para sustentar essa relação, o personagem cria uma solução que depende de mentira e encenação. O filme trabalha bem essa ideia de que o amor, aqui, não é algo puro, mas algo construído e mantido artificialmente.


Leveza com Desconforto

Apesar do tom leve e do humor constante, existe um desconforto que atravessa o filme. Wilder não esconde o quanto essas relações são frágeis e baseadas em acordos instáveis. Irma la Douce funciona como uma comédia charmosa, mas também como um retrato de um mundo onde tudo pode ser negociado, inclusive o sentimento.

 





Cupido Não Tem Bandeira (1961) One, Two, Three - 1 h 44 min

BILLY WILDER: O Cinismo como Método

Em Berlim Ocidental durante a Guerra Fria, um executivo da Coca-Cola tem a tarefa de cuidar da filha de seu chefe da alta sociedade.


Screwball Comedy, Sátira

MP4 / HD / LEG: Português

IMDB: 7,8   METASCORE: 7,3
Criticker Average Percentile: 65%
88%Tomatometer25 Reviews   87%Popcornmeter


Quando ideologia vira negócio, até o caos precisa ser bem organizado.


Velocidade como Método

One, Two, Three é provavelmente o filme mais acelerado de Billy Wilder. Tudo acontece rápido, os diálogos disparam sem pausa e as situações se acumulam como se o filme estivesse sempre prestes a sair do controle. Mas essa velocidade não é aleatória. Ela faz parte da lógica de um mundo onde eficiência e resultado vêm antes de qualquer reflexão.







Capitalismo vs Ideologia


A história se constrói a partir de um conflito direto entre sistemas. De um lado, o pragmatismo capitalista. Do outro, a rigidez ideológica. Wilder transforma esse embate em comédia, mas sem simplificar. Nenhum dos lados sai totalmente intacto. Ambos aparecem como estruturas que tentam organizar o comportamento humano, muitas vezes sem sucesso.






Controle e Descontrole

O personagem central tenta controlar tudo. Pessoas, situações, narrativas. Ele acredita que, com rapidez suficiente, consegue resolver qualquer problema. Só que o filme vai mostrando o contrário. Quanto mais ele tenta organizar, mais as coisas escapam. O controle vira ilusão.





Humor Como Excesso

O riso aqui vem do exagero e da sobrecarga. Tudo é levado ao limite. Relações, decisões, conflitos. One, Two, Three funciona como uma comédia que não desacelera, mas que, no fundo, está observando um mundo onde tudo precisa acontecer rápido demais para ser realmente entendido.